11 January 2007

Recado para meu pai

Paizão, não fique decepcionado com os orientais e, em especial, os japoneses. Aqui, como em todo lugar do mundo, tem gente boa e gente ruim. Mas, em geral os japoneses são bem amigáveis. Tanto que me causou mesmo muita surpresa o que aconteceu no trem. Quando contei ao Kuni o que tinha acontecido, ele disse: "Pôxa, nem sei como consolar você". Aí, eu disse: "Kuni, você é o meu consolo. Japoneses como você, pessoas doces e educadas, fazem com que eu esqueça que tem esses 'malas' por aí".

Além do Kuni, os japoneses com quem eu morava na Nova Zelândia eram, simplesmente, fantásticos. Erámos onze pessoas na casa e eu era a única não-japonesa. Poderia ser um estranho no ninho, certo? Não era. Eles me adotaram. Me adotaram e me incluíram na família deles. Com eles fui a jogos de rubgy (o que nunca fiz com os kiwis), ao zoológico e a muitos outros lugares, celebrei meu primeiro aniversário fora do Brasil (foto). Por eles fui salva de uma crise de asma. São tantas boas lembranças que fica até difícil escolher as "mais mais". Eles foram minha primeira família fora do Brasil e acabaram também me ajudando na adaptação ao Japão.

Portanto, pai, acredite: os japoneses são ótimas pessoas. Eu e eles estamos aqui de braços abertos esperando a sua visita, viu? Só que eu estou um pouco mais ansiosa do que eles, claro! :p

6 comments:

Paula said...

ah, q fofo! Seu pai vem te visitar?
Quero conhecer!

Anonymous said...

Gisele,
valeu pela defesa. No entanto você está sendo a advogada do diabo.Pois a fama dos japoneses já está bem longe. No entanto me parece que os mais velhos são os que procedem daquela maneira horrorosa e repugnante.
Quanto a visita já começei a "guaribá" meu fusquinha 67. A qualquer hora pego a estrada (ha ha ha ha).

vitor said...

Gisele, eu sinto muito por voce ter passado por essa situacao de preconceito explicito. Nunca presenciei uma cena dessas por aqui na minha vida. Seria tao bom se nao existisse esse tipo de coisa no mundo... Mas o mundo nao eh perfeito. Infelizmente.

marcia kawabe said...

Também fiquei indignada com a situação pela qual você passou. Morei um ano e meio no Japão (há muito tempo atrás, quando supostamente a quantidade de estrangeiro era muito menor) e já estive duas vezes em Tokyo nos últimos 4 anos e nunca vi e nem presenciei uma experiência como essa que você passou. Pra mim esse sujeito é um doente mental (e olha que isso tem muito aí) e acho que não teve nada a ver com preconceito. Mas de qualquer forma não deve ter sido nada agradável passar por uma experiência como essa :(

Gisele Scantlebury said...

Paula, ela ainda nao agendou a data da visita. Mas, vem sim! Prometo que ele nao vai embora sem te conhecer. Beijos!

Pai, estou esperando...

Vitor, nao eh mesmo nao. Mas, o legal eh que encontramos pessoas super legais. Ai, faz o balanco.

Marcia, voce pode estar certissima. Por isso mesmo achei que era melhor so sair de perto.

Anonymous said...

Gi, pra consolar seu pai, eu esitve pensando sobre os brasileiros que moram aqui na NOva Zelandia...Bom, acho que as pessoas mudam quando estao fora dos seus "ninhos"...alguns pra melhor e outros pra pior...
Entao, pra concluir, o ser humano tem muiiiiito que aprender ainda...Opa...
Fica com Deus
Vanessa Berry