02 December 2006

Serviço ao consumidor

Fui ontem na locadora (Tsutaya) e saí de lá com três DVDs: um episódio de E.R. (Plantão Médico) e os filmes American Dreamz e Russian Dolls. A Raquel me alertou para o fato de que Russian Dolls podia não ter legenda em inglês, já que muitos filmes estrangeiros (aqueles que não são de língua inglesa) chegam aqui apenas com legenda em japonês. Pedi ao Caruso, gentilmente, para entrar no site da locadora e ver se tinha mais informações sobre o filme. Ele viu que o DVD tinha audio em francês e inglês. Portanto, achei que poderia trocar e assistir ao filme todo em inglês. Me enganei.

Problema meu, certo? Errado! Voltei na locadora hoje e conversei com uma funcionária que falava inglês sobre o meu engano. Ela disse que não tinha problema e, depois de uns cinco minutos de conversa, saí de lá com um voucher para pegar um filme de graça, desde que seja catálogo (não-lançamento). Ela também, pacientemente, tentou me ensinar como reconhecer se o filme tem legenda em inglês - mostrando o kanji específico. E também se protificou a me ajudar na próxima locação, caso eu tenha algum problema.

O que aconteceu na Tsutaya me impressionou, lógico, mas não é raro. A sensação que tenho aqui, muitas vezes, é que os consumidores são tratados como celebridades mesmo - só falta estenderem o tapete vermelho para a gente. Os japoneses oferecem sempre um alto padrão de atendimento e fazem de tudo para que você deixe o estabelecimento feliz - sem importunar tanto como vendedor de loja de sapato no Brasil, o que é um saco! Aqui, por exemplo, eles pedem mil desculpas se fazem a gente esperar dois minutos que sejam. Se desdobram para entender o que quero ou procuro e, até hoje, nunca deixei os estabelecimentos achando que poderia ter sido melhor atendida do que fui. Vou sair daqui mal-acostumada!!!

10 comments:

Para o alto e avante! said...

Pois eh, eu ja estou mal acostumado!
Quando fui para os isteites, quase tive um filho com o mal atendimento e falta de educacao dos americanos!
Eh minha filha, tente nao se acostumar com isso...
bjinhos

Gisele Scantlebury said...

Ewerthon, pior que eh o mesmo na Nova Zelandia. La, parecia mesmo que a gente estava pedindo um favor a atendentes, garcons e por ai vai. Um terror!!! Ja me acostumei com os bons servicos daqui... e agora??

VAnessa said...

Deu ate vontade de ir morar ai, e ainda fiquei com do dos japoneses que estao aqui na Nova Zelandia...Acho que aqui fica sempre devendo, infelizmente! Eles nao se esforcam muito!!

Eles sao ate educados, mas falta esses plus que temos no Brasil (na maioria das vezes)...E, como voce falou, no Japao!!! bjos

Raquel said...

Pois é,Gi. Quando volto para o Brasil a coisa que mais estranho é o péssimo atendimento.

Da última vez, fiquei meia hora esperando pra ser atendida. Tive de esperar porque o DVD que eu queria comprar só tinha naquela loja. Fiquei mais meia hora numa fila gigantesca pra pagar. Daí quando eu paguei a moça do caixa ainda perguntou se eu tinha 10 centavos pra facilitar o troco!

Eu tenho ódio dessa pergunta: "tem dez centavos?" Aqui no Japão você pode dar uma nota de 10 mil ienes pra tirar 100 ienes que eles jamais reclamam ou perguntam se tem menor. Vou sentir muita falta de ser bem tratada e de não me pedirem 10 centavos...

Melhor eu parar de falar mal do Brasil. Afinal, eu tou voltando, né?

Anonymous said...

Gisele,
como comerciante do ramo de comida a quilo discordarei um pouco da Raquel.
O problema é que as moedas divisionárias por aqui não são fabricadas o suficiente para a circulaçao normal, ou seja, que tenha moedas de centavos para todo mundo.
Todo dia a nossa maior peregrinação é nos bancos tentando trocar dinheiro maior por moedas e nem sempre somos atendidos.
Só nos resta apelas para os clientes.
Outra coisa que atrapalha muito na questão das moedas é o habito ruim das pessoas colocarem moedas em cofrinhos e, assim, desaparecem do mercado.
Agora mesmo está acontecendo com a moeda de R$ 1,00. O governo deixou de fabricar a de papel e fabrica somente moedas.
Resultado: por ser bonitinhas(quando novas, pois depois ficam horríveis) as pessoas guardam.
No nosso restaurante o ótimo atendimento é uma das nossas marcas registradas. A outra é a qualidade da comida.
Um beijão
Elias

Karina Almeida said...

ai que oooooooooooooodio! nao to conseguindo comentar em blog nenhum!

volto depois :(

Pura Cafeína said...

Realmente aqui no Brasil o atendimento é um lixo...
Ontem fui comprar um tênis pro meu primo e a vendedora ficou discutindo cmg, sobre qual levar, ela queria que eu comprasse o mais vendido e eu querendolevar o que eu julgava fazer o estilo do meu primo.
Que saco viu?!
Beijos =)*

Gisele Scantlebury said...

Karina, teu comentario foi registrado aqui. Nao entendi nada....

Pura Cafeina, pois eh, essas coisas irritam muito mesmo!

Paizao, mandou bem, heim?!? Valeu pela aula de economia. :P Acho que a Raquel vai mandar uma resposta para voce. Beijos!

Vanessa, realmente na NZ o atendimento deixa a desejar - E MUITO. Tao bom ver voce comentando aqui. Beijos!

Raquel said...

Oi, seu Elias!

Pois é, eu sei que no Brasil falta moeda (pratinha como a gente diz lá em Minas) e era justamente disso que eu estava falando. Sei que a culpa não é dos comerciantes e sempre tento facilitar o troco até com as detestáveis pratinhas de 1 centavo.

Aliás, a situação é tão crítica que criaram uma moeda paralela: a balinha. "Aceita uma balinha de troco?" é outra pergunta que ouço com frequência. Sempre aceito. Fazer o quê? Um dia vou fazer uma experiência: vou juntar todas as balinhas que o caixa da padaria me der e vou lá comprar pãozinho com elas. Quero ver se aceitam.

Por favor, não fique bravo comigo! Eu ainda quero ir provar a comida do seu restaurante.

Abração

Anonymous said...

Oi Raquel

Não fiquei bravo.Tentei salvar a pele dos comerciantes que sofrem com a falta de troco.
Teremos o maior prazer em tê-la no nosso estabelecimento.Nos prepararemos com moedas para lhe dar o troco bem certinho.
Elias