29 May 2006

Um jornal aqui na Nova Zelândia publicou recentemente um verdadeiro manual de como aplicar pequenos golpes.

1) O golpe da Sky Tower. Custa $18 para um adulto ir ao topo da Sky Tower (o prédio mais alto do hemisfério Sul) e ter uma vista de 360º de Auckland. Mas, se você ter reserva em um dos restaurantes da torre, pode subir e apreciar a vista de graça. Pois bem, os golpistas fazem a reserva no restaurante e vão primeiro para o observatório. Aproveitam o que podem, descem e ligam dos celulares para cancelar a reserva no restaurante. Ou seja, não pagaram o que o restante dos mortais pagariam e ainda podem ter evitado que uma outra pessoa fizesse reserva no restaurante para aquele horário porque o mesmo poderia estar sendo considerado "lotado";

2) O golpe da passagem aérea. Um grupo de estudantes descobriu que poderia comprar tickets pela internet para viajar pagando apenas a taxa de criança até 12 anos. Uma pessoa compra como adulto e o restante paga como menor. O golpe é bem sucedido porque aqui nós temos máquinas para fazer o check-in para aqueles que não tem bagagem. Você não entra na fila e não fala com atendente. Ou seja, eles não percebem que não se trata, exatamente, de uma criança. Também aqui não se precisa apresentar documentação em vôos internos.


3) O golpe do estacionamento. Alguns lugares aqui, como no Brasil também, oferecem estacionamento de graça por até 2h e 1/2 se você gasta uma quantia "x" em compras. Aqui, esse valor pode ser baixo, coisa de $5 e até menos. Pois bem, tem gente que estaciona nesses locais, mas vai para outro lugar. Na volta, procura recibos em latas de lixo ou no chão. Apresenta o recibo e, tudo certo, não tem que pagar pelo estacionamento.

4) O golpe do selo. Esse eu achei de "gênio". Você manda uma carta para alguém aqui na NZ e coloca o endereço da pessoa para a qual você está mandando como sendo o remetente. E você é o destinatário. Não coloca o selo e bota na caixa do correio. Os correios, pela falta do selo, devolvem a carta para o remetente que, nesse caso, é o destinário. Ou seja, a carta chega a quem de destino sem que o selo seja pago.

Não é só brasileiro que dá jeitinho em tudo. O jornal que publicou a matéria é destinado aos asiáticos, mas é escrito em inglês. Difícil saber a etnia dos golpistas porque são adotados nomes fictícios, of course!

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