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12 July 2008

iPhone chega ao Japão

E como quase todo lançamento aqui, o celular levou milhares de pessoas a esperar até três dias em fila para adquiri-lo. Em uma loja exclusiva da Softbank (operadora que, até agora, tem exclusividade na venda do telefone por essas bandas), eles pararam de receber aplicações para o iPhone quando o número de clientes na fila atingiu 1,500.

Em uma grande loja de eletrônicos, o produto esgotou, mas eles se recusam a informar quantos aparelhos venderam. E, apesar do sucesso inicial, alguns analistas acreditam que o produto ficará restrito aos fãs da Apple no Japão.

O celular chega ao mercado japonês por um preço bem acessível - e esse fator também ajuda a atrair uma motidão, lógico! De acordo com matéria do Japan Times, o modelo de 8Gb custa pouco mais de 23 mil ienes (+ ou - 345 reais) e o de 16Gb cerca de 34,000 ienes (uns 500 reais).

Se quero um? Sim! Sim! Amo meu iPod e minha Apple TV e parece que o celular tem funções que se integram com esses dois produtos. Mas vou ter que esperar um pouco por dois motivos: 1) as vendas estão esgotadas no momento; 2) se eu quiser messssssmo o iPhone, terei que trocar de operadora e eu, honestamente, sou bem feliz com a que estou no momento. Quem sabe não ganho de Papai Noel, não é Paul?!? (risos!). =)

28 June 2008

Impostos...

Recebi duas contas de arrepiar: o imposto residencial e o seguro saúde/aposentadoria. Quando fui na prefeitura em fevereiro para informar que, a partir deste ano, eu deveria receber as contas diretamente em casa (porque a empresa para qual trabalho não desconta do salário), a funcionária foi gentil e me disse: "por favor, economize porque você vai receber os carnês para pagamento das contas em junho".

Ela também me informou que eu receberia cinco contas e fiquei sem entender porque eram apenas duas taxas, mas o inglês dela não ajudava muito e não quis abusar da boa vontade. Só depois entendi que, na verdade, o imposto e o seguro são pagos em parcelas e acho que era isso que ela estava tentando explicar. Saí de lá com a certeza de que as contas iriam doer no bolso quando chegassem, mas não estava preparada para tanto!

Primeiro, chegou o imposto residencial: quatro pagamentos de 40,000 ienes (mais ou menos 600 reais). Tenho certeza que meu coração parou por alguns segundos... Essa bendita taxa é cobrada a todos que residem a mais de um ano no Japão. Antes, os estrangeiros não pagavam e, simplesmente, ficava por isso mesmo. Mas, o governo japonês (bestinha nada!) mudou uma das cláusulas da lei de imigração e agora, para renovar o visto, você precisa apresentar uma certidão negativa de débitos da prefeitura onde mora. É mole?!?

Ainda nem tinha recuperado o fôlego do primeiro susto e me chega o carnê do seguro saúde: quase 14,000 ienes por mês (cerca de 200 reais). Pela mãe do guarda! Não tem salário que renda desse jeito. Minha poupança, então, abaladíssima.

Acho que vou fazer uma visita a prefeitura em breve porque o valor do meu seguro saúde, simplesmente triplicou e quero explicações para essa aberração. De qualquer forma, sei que vale a pena pagá-lo porque uma única visita ao médico pode custar bem mais do que isso, sem falar em remédios. Com o plano, eu arco apenas com 30% dessas despesas e o governo japonês pago o resto da conta. Ou seja, se correr o bicho pega e, se ficar, o bicho come!