27 January 2006

Aniversário

Ontem não tive tempo nem de me coçar, por isso acabei esquecendo de vir aqui e dizer que ontem foi meu segundo aniversário de Nova Zelândia. Pois é, há dois anos eu desembarquei nessa terra linda e que hoje é minha nova casa. Muita coisa aconteceu nesse período. Muita coisa ruim, mas, sem dúvida, muito mais coisa boa. Hoje moro com meu namorado lindo (que ontem me deu um cartão me parabenizando por esses dois anos. Não é fofo?!?), tenho meu canto, meu trabalho, meus amigos e meu visto de residente.

Se formos fazer um balanço, daria a esses dois anos nota 7. Isso porque o que aconteceu de bom superou o que aconteceu de ruim - algumas dessas coisas são visíveis (se transformaram em 25kg), outras deixaram marcas que, tenho fé, o tempo vai apagar. Mas, o sofrimento, sem dúvida, valeu a pena. Isso sem falar na tal da "saudade". Putz! Nunca pensei que fosse conseguir deixar tanta gente querida, o colo da minha avó, a minha irmã e o carinho dos meus gatos. Deixei muito, mas conquistei muito também. Lógico que uma coisa não substitui outra. Mas, preenche o vazio. E, assim, pude conquistar cada meta, realizar alguns sonhos. A torcida organizada da minha família e dos meus amigos também ajudou. Dividi com eles cada realização.

Para o futuro? Ah! Os planos são muitos e alguns já estão se transformando em realidade, como recuperar minha forma física (dieta + exercício), voltar a estudar, passar mais tempo com meus amigos. Outros desafios fazem parte da cura da alma: olhar mais para dentro de mim e identificar o que realmente preciso fazer para me tornar uma pessoa melhor, crescer, falar o que penso, ouvir mais, amar mais, permitir ser mais amada, gritar pelo que preciso, julgar menos e não me importar tanto com o que os outros pensam a meu respeito, respeitar e ser mais respeitada, ir mais ao cinema, dançar mais, ouvir mais música... Também quero, lógico, ir ao Brasil. Preciso rever um bocado de gente que me faz uma falta danada!

Êta que a comemoração virou desabafo! Talvez eu não fizesse tudo de novo. Minha mãe diz que sou uma guerreira, mas quando olho para mim não vejo essa força. Sou medrosa. Ainda bem que eu não sabia que o estava reservado de ruim. Do contrário, não teria experimentado o que estava reservado de bom. Como diz a música do Cidade Negra: "Você não sabe o quanto caminhei para chegar até aqui. Percorri milhas e milhas antes de dormir. Eu não cochilei. Os mais belos montes escalei. Nas noites de frio eu chorei, chorei".

Bom, para finalizar, eu só quero agradecer. Em primeiro lugar minha família, em especial, minha mãe (que quando eu liguei chorando dizendo que eu queria voltar ainda em 2004, me disse não. Obrigada, mãe), meu pai, minha madrasta e minha irmã. Também contei com o suporte de gente muito bacana, como Stella - com que eu converso quase todo dia. E também minha nova família aqui: Paul (um amor que eu nunca pensei que um dia fosse viver), Peterson, Verônica, Sílvia, Alaíde, Renata, Scott, Gabi e Annalise.

Agora, vou-me porque tô ficando emocionada. Beijos a todos e muuuuito obrigada mesmo.

2 comments:

Peterson said...

Parabens! Gisa... loguinho tah totalmente kiwi ;-)
Essa terra com voce eh um sucesso.
Te adoro minha linda
Beijos MIL

stella said...

mafinha, quando a gente não tem outro jeito a não ser conviver com a realidade, a gente não percebe o quanto é forte.
você é guerreira, sim. e digna de toda a admiração do mundo!